As filosofias orientais tomaram conta do último dia da VII Fliporto
O líder espiritual hindu foi interpretado pelo ator mineiro João Signorelli | Foto: Tom Cabral/Santo Lima
“Somente o amor cura, une, pulsa, educa, cuida, escuta, encoraja, movimenta, faz nascer, entusiasma, alivia, motiva e possibilita a vida”. A máxima fez do monólogo Gandhi, um líder servidor, encenada pelo ator mineiro João Signorelli e que encerrou as atividades da Fliporto 2011. Uma plateia lotada assistiu à interpretação do texto de Signorelli, que faz uma adaptação das filosofias de não-violência do líder hindu aos dias atuais aplicando-as ao ambiente de trabalho, no mundo da política e até mesmo nas relações interpessoais. A peça arrancou aplausos ruidosos de um público emocionado.
Poesia do Oriente na mira da Fliporto
Durante a tarde desta terça, o painel “O Oriente é aqui: formas e inspirações do Japão e da China na poesia brasileira” reuniu alguns dos maiores especialistas do assunto sob a mediação do jornalista Marcelo Pereira, editor do Caderno C do JC e ele mesmo um praticante do gênero. A apresentação de Sônia Sales versou sobre as nuances e semelhanças entre a poesia chinesa e japonesa, ao passo que a poetisa e compositora Alice Ruiz versou sobre suas preferências em relação ao HaiKai, gênero difundido no país pelo seu falecido esposo Paulo Leminsky, um grande entusiasta dos poemas de 17 sílabas. Raimundo Gadelha, por sua vez, presenteou o público com explicações e leituras de poemas Tanka, o gênero mais difundido no Japão e do qual o Haikai seria uma variação.
Por: Iara Lima













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